Doping é um assunto que parece correr só no meio competitivo. Mas, ele também está no circuito de amadores e pessoas que buscam mais performance no pedal, ou em outro esporte. Por isso mesmo deve ser discutido, para que pessoas que querem fazer o uso de substâncias, entendam os riscos que correm.

Seja você ciclista de longa data ou iniciante, sabe que muitos atletas já perderam títulos por causa que foram pegos em testes antidoping. No meio da bike, o caso mais famoso é o de Lance Armstrong, que perdeu todos os seus títulos conquistados ilegalmente, em mais de 10 anos de carreira.

Para além dos prêmios e reconhecimento, o doping causa sequelas físicas e psíquicas. Por isso, neste post você vai entender o que é doping, quais são seus tipos e seus riscos!

O que é doping?

Doping é todo o uso de substâncias que têm o efeito de melhora do rendimento físico em esportes e no dia a dia, e para diminuir ou eliminar dores.

Assim, dentro desse conceito, o doping reúne todas as substâncias que causam algum tipo de fortalecimento muscular, aumento de atenção e diminuição do estresse físico. A exemplo de esteroides anabolizantes, analgésicos, entre outros.

Desde 1968 o uso de substâncias legais ou ilegais para buscar melhorar os resultados em esportes, é banido. A comissão médica do Comitê Olímpico Internacional (COI) foi a responsável por catalogar os tipos de doping e fazer os testes para constatar o uso em atletas.

Desde então, o resultado de criarem essa checagem é fazer com que aqueles que sejam pegos no doping em competições olímpicas, sejam punidos. E as punições vão desde advertências, suspensões temporárias dos jogos a até a suspensão definitiva da participação em campeonatos.

No ciclismo, os testes de doping acontecem mais em competições para profissionais. Em torneios voltados para iniciantes e amadores, não existe tanto rigor nesse controle antidoping.

E mesmo na categoria de elite, de diversos esportes incluindo o ciclismo, o Brasil é um dos países com mais casos de doping no mundo inteiro.

Quais são os tipos de doping?

O mundo do doping é tão extenso quanto uma grade de medicações. Afinal, cada tipo de droga tem um efeito, fazendo com que para cada finalidade, seja aumento de força, resistência, entre outros, exista uma substância para entregar mais resultado.

Estimulantes

As drogas estimulantes funcionam para deixar o corpo e a mente em estado de atenção. Essas substâncias têm efeito direto no cérebro, trazendo aumento de força, pensamento rápido, bloqueia o cansaço e aumenta a disposição.

Esteroides anabolizantes

Os esteroides anabolizantes são mais conhecidos no mundo da musculação, porém, no ciclismo eles são usados também. Essas drogas aumentam a proteína disposta no organismo, intensificando a massa muscular e para dar conta de treinos mais pesados e competições.

Diuréticos

São elementos que ajudam na eliminação de líquidos. Assim, seu uso é buscado para quem precisa perder peso em pouco tempo ou mesmo para eliminar do corpo, boa parte de outras substâncias usadas antes da competição.

Hormônio do Crescimento Humano (HGH)

É um hormônio produzido pelo corpo humano, que ajuda no crescimento muscular e ósseo, contribuindo para que músculos e tecidos do corpo se formem. Seu efeito é garantir mais força e resistência.

Eritropoietina (EPO)

O EPO é um hormônio sintetizado pelos rins, para aumentar a quantidade de glóbulos vermelhos. Isso faz com que o organismo aumente sua capacidade de usar oxigênio — algo que é muito exigido em esportes aeróbios, como o ciclismo.

Betabloqueadores

São substâncias que diminuem o ritmo dos batimentos do coração, para evitar tremores musculares e aumentar a concentração. No ciclismo esse doping não é comum, mas, em esportes como arco e flecha, que exigem muita concentração, sim.

Doping sanguíneo

Tem quase o mesmo efeito do EPO, mas é feito de outra forma. O sangue do próprio atleta é retirado e armazenado tempos antes da competição.

Assim que a data do campeonato se aproxima, esse mesmo sangue é injetado no atleta, para que a quantidade de glóbulos vermelhos aumente. O que adiciona volumes maiores de oxigênio no organismo.

Ciclista em competição, uso de dopingCréditos: Pixabay

Quais são os riscos de fazer doping?

Há muitos riscos em fazer o doping, seja ele praticado com qualquer substância, mesmo em doses pequenas. E os efeitos colaterais também são de curto, médio e longo prazo, e em alguns casos irreversíveis.

Hormônio de crescimento pode causar:

  • Ossos deformados.
  • Miopia.
  • Diabetes.
  • Doenças de articulação.
  • Coágulos sanguíneos.
  • Pressão alta.

Anabolizantes podem causar:

  • Esterilidade.
  • Impotência.
  • Problemas nos rins.
  • Hipertensão ou hipotensão.
  • Doenças do coração.
  • Problemas hepáticos.

Calmantes podem causar:

  • Depressão.
  • Parada cardíaca.
  • Fadiga.
  • Dependência química.

Analgésico podem causar:

  • Náuseas e vômitos.
  • Depressão.
  • Lentidão do ritmo cardíaco.
  • Overdose.
  • Insônia.

Estimulante podem causar:

  • Ataque cardíaco.
  • Insônia.
  • Agitação motora.
  • Respiração acelerada.
  • Confusão mental.
  • Derrame cerebral.
  • Aumento da pressão.
  • Comportamento agressivo.

Sanguíneo podem causar:

  • Infecções de diversos tipos, como hepatites, AIDS, por bactérias.
  • Danos permanentes ao cérebro.
  • Falência de rins e fígado.

Diuréticos podem causar:

  • Desidratação.
  • Alterações dos batimentos cardíacos.
  • Perda de nutrientes e sais.
  • Doenças dos rins.

O que o doping causa à imagem e reputação da pessoa?

Além de todos os graves riscos físicos e psicológicos que o doping causa, ele também traz outros agravantes sérios, mas de outro tipo.

O caso Lance Armstrong evidencia isso de maneira forte, pois o atleta perdeu todos os seus títulos e o reconhecimento que tinha como campeão.

Dessa forma o doping trouxe à Armstrong, a perda de patrocinadores e a consequente queda de futuros contratos que ele teria com outras empresas.

Em um caso em que um atleta amador faça o uso de doping e seja pego no teste, sua reputação e carreira ficam desgastadas para sempre. Ou seja, há um estrago muito maior e “invisível” que o doping traz, para o todo o entorno do usuário de substâncias.

Assim, fazer o uso de doping é uma atitude que vai acarretar muito mais problemas no longo prazo, do que os poucos benefícios no curto prazo. Por isso, para quem busca ter mais desempenho com a bike ou em qualquer outro esporte, deve ir pelas vias legais: nutricionista, treinamento e muito foco e força de vontade.

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