Para quem é fã da magrela e gosta de descobrir novas aventuras para pedalar, felizmente no Brasil há muitos lugares maravilhosos e desafiantes. Já falamos de alguns deles no nosso blog, como a Estrada da Graciosa e o Caminho do Sal. Mas hoje é a vez da travessia entre Piracaia e Joanópolis.

Imagem da capa: Represa Jaguari/Jacareí | Créditos: Prefeitura de Joanópolis

A Rota do Lobisomem

Talvez você já tenha ouvido falar da travessia entre Piracaia e Joanópolis pelo nome de Rota do Lobisomem. Isso porque o município em que termina a rota, que é Joanópolis, é conhecido como a Terra do Lobisomem devido à presença muito forte na cultura popular da região dessa figura mítica. E, de fato, cada morador certamente terá uma história para contar sobre seu encontro com o lobisomem.

Não sabemos até que ponto as histórias são reais. De qualquer maneira, tenha cuidado se for pedalar na lua cheia! Afinal, cuidado nunca é demais! 🙂

Características do percurso

A travessia entre Piracaia e Joanópolis tem por volta de 30 km de extensão e pode ser feita num dia só. Ela possui dificuldade média.

Um ciclista amador ou com pouca experiência pode fazer o percurso, mas é indispensável ter em mente que é uma rota com muitas subidas e descidas, e o solo possui diferentes condições. Portanto, o ideal é que você já tenha um treinamento físico bom e não seja sua primeira pedalada na vida.

Nos primeiros quilômetros, a travessia entre Piracaia e Joanópolis possui algumas subidas e descidas mais leves e a rota em geral é mais reta. Mas logo depois, começa uma subida intensa de 5 km de extensão, que pode ser bastante desafiadora. Basta considerar que o ponto mais alto da travessia possui quase mil metros acima do nível do mar, portanto, é uma ascensão para queimar as pernas.

Mas não se preocupe. Se você não consegue, é possível pedir um carro de resgate para dar um empurrãozinho, e depois da subida o percurso é mais tranquilo para pedalar.

A rota possui trechos úmidos e lisos onde é preciso ficar atento, porque a bike pode perder a tração e derrapar muito facilmente. Mas a beleza da natureza e o visual que você encontrará no caminho valem muito a pena.

É muito recomendável descer da bike e dedicar um tempo para observar a paisagem da Represa de Piracaia, e também as maravilhas naturais das montanhas da Serra da Mantiqueira que você encontrará ao longo do caminho, como as cachoeiras.

Também é bom saber que antes da grande subida há uma área de pique nique e, no final do trajeto, é possível comer e recuperar forças num restaurante.

Quais são os requisitos básicos para pedalar na travessia entre Piracaia e Joanópolis?

Bike

Considerando as variadas condições do solo e do percurso em geral, fica muito claro que é preciso contar com bikes MTB, ideais para pedalar em trilhas, na natureza em geral e ambientes abertos, mas também são ótimas para o asfalto (sim, na travessia entre Piracaia e Joanópolis também há asfalto). É um dos modelos de bikes mais versáteis. Uma bicicleta elétrica, híbrida ou de outro modelo não dará conta do percurso e, inclusive, pode quebrar.

Também é fundamental que a bike tenha várias marchas para poder manter e acompanhar o ritmo da pedalada e do esforço.

Além disso, as suspensões, tanto dianteiras como traseiras, ajudam e muito para manter o conforto, e os pneus mais largos oferecem mais segurança e controle, que serão muito necessários nessa travessia.

É recomendável também que a bike conte com pneus de cravos para ter uma boa aderência nesse solo que fica mudando o tempo tudo.

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Roupas e acessórios

O ideal é fazer a travessia entre Piracaia e Joanópolis num dia de sol. Na verdade, é praticamente a única opção, porque no caso de chuva, o percurso pode ficar intransitável. Para isso, na hora de planejar a saída, o melhor é dar uma olhada na previsão do tempo antes de marcar o dia da pedalada.

E, se choveu no dia anterior, por exemplo, também é uma boa ideia ter isso em mente, porque embora haja sol no dia seguinte, o solo pode estar molhado e difícil para pedalar.

Com isso em mente, a melhor escolha é levar roupa de ciclista leve e confortável, com especial destaque para uma bermuda para ciclismo que proteja a nossa pele, pois vamos passar bastante tempo pedalando. Outros acessórios indispensáveis são o capacete, óculos e luvas.

Caso a bike tenha algum problema, é bom contar com uma mochilinha leve, ou um bagageiro, para levar uma câmara de ar de reserva, um kit de ferramentas básico e uma bomba para encher o pneu.

No caso de contar com um carro de apoio, dá para deixar esses acessórios previamente no carro. Mas, fora isso, é indispensável sempre, nesse e em qualquer trajeto, levar abundante água.

E, como é melhor pedalar num clima bom, tenha sempre um protetor solar por perto e, se os insetos são um problema para você, então leve um repelente também.

Ah! E não esqueça da câmera de fotos!

Piracaia e Joanópolis

Antes de começar a pedalada, aproveite para conhecer um pouquinho de Piracaia. É um recanto natural super bonito e uma cidadezinha bem tranquila, que faz parte do mais importante maciço montanhoso do Brasil.

Na região é possível encontrar uma grande quantidade de nascentes, cachoeiras e riachos para aliviar o calor.

A pedalada finaliza em Joanópolis. Se você ainda tiver forças e disposição, não perca a chance de conhece-la. É considerada como uma estância turística pelo estado de São Paulo, e recebe muitos turistas em qualquer época do ano.

Atualmente, as duas cidades são visitadas por todo tipo de turistas, mas a popularidade ganhada devido ao percurso de bike, faz com que a maioria desses turistas sejam ciclistas querendo pedalar nesse belo trajeto.

Inclusive existe um grupo de pedalada noturna, mas, como dissemos no início do artigo, não podemos garantir a segurança em caso de que apareça o lobisomem.

Se você ficou interessado na travessia entre Piracaia e Joanópolis e estiver pensando em planejar uma pedalada, recomendamos ler um artigo de nosso blog com dicas especiais para enfrentar uma subida, clicando aqui.

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