Sem dúvidas, uma das rotas mais conhecidas e percorridas por ciclistas de todas as idades e níveis de experiência é a do Caminho do Sal. Apesar de ter sido criada há alguns anos, sua popularidade só aumentou graças às suas paisagens, natureza e às pitorescas vilas que se encontram pelo caminho.

Se já ouviu falar do Caminho do Sal e está cogitando em pegar a bicicleta e conhecê-lo, então leia este post onde encontrará todas as informações necessárias para enfrentar este desafio.

E se é a primeira vez que fica sabendo da sua existência, continue lendo, pois é um dos melhores e mais recomendados percursos para o ciclismo.

Um pouquinho de história

Antes de falar adequadamente das especificidades da trilha, é bom conhecer um pouco da sua história, o que tornará a pedalada ainda mais interessante.

Cada um dos trechos do Caminho do Sal tem muito a ver com o desenvolvimento do país e, principalmente, com o Planalto Paulista no período da colonização portuguesa, já que era uma das principais rotas de transporte de sal para toda a região. O Caminho do Sal também corre pela histórica linha férrea que transportava café até o porto de Santos.

E, além disso, era usada de forma clandestina para evitar pagar os impostos reais e transportar ilegalmente pedras preciosas.

O Caminho do Sal possui uma grande relevância histórica, patrimonial e natural, pelo que resulta lógico que as prefeituras de São Bernardo, Santo André e Mogi das Cruzes decidiram revitalizar o percurso tanto para gerar consciência ambiental como para movimentar a economia local.

Um desafio de pura beleza

O Caminho do Sal é perfeito para a prática de ciclo turismo, caminhadas exigentes de longa distância, cavalgada ou corrida. Pode ser percorrida por esportistas iniciantes, mas cuidado, mesmo até pessoas com boa condição física encontram alguma que outra dificuldade.

No entanto, vale muito a pena, pois estaremos no meio da Mata Atlântica e teremos a oportunidade de encontrar belos mirantes e monumentos históricos e tomar banhos de água limpa e fresca. 

Caminho do sal bike

Créditos das imagens: Portal da SMA

A Rota Ciclo Turística do Caminho do Sal possui 53,5 quilômetros em total, divididos em 3 trechos. 

O primeiro deles é o Caminho do Zanzalá, de 16 km, entre São Bernardo e Santo André, e começa no km 39,5 da Rodovia Caminho do Mar. Nesse percurso é possível contemplar uma bela área de montanha, uma represa e um maravilhoso mirante. 

O segundo trecho é o Caminho dos Carvoeiros, considerado o mais fácil de todo o trajeto. Possui 10 km e começa na SP-122. É uma pedalada por caminhos cheios de árvores e com muitas subidas e descidas até a Vila de Paranapiacaba.

Por último, o trecho do Bento Ponteiro, de 27,5 km, é o mais difícil devido a que há muitas subidas porque forma parte da Serra do Mar, porém é o mais bonito e impressionante, e o que está mais próximo da mata.

A maior parte do Caminho do Sal é composta por terra e cascalho, por isso é ideal para os fãs do MTB.  Além disso, se o cansaço e o calor começarem a pesar, principalmente no verão, é possível parar em alguns pontos para se banhar nas águas frescas e cristalinas de alguns córregos.

O que preciso para pedalar no Caminho do Sal?

Primeiramente, é necessário dizer que é um roteiro recomendado para ciclistas de nível intermédio. Mas isso não significa que ciclistas mais amadores devam se privar deste maravilhoso passeio.

De fato, é recomendado para ciclistas novatos que querem se esforçar um pouco mais e aumentar o nível de desafio, além de ter um contato mais próximo com a natureza.

O importante, em todo caso, é ter um bom preparo físico, já que alguns dos trechos são mais exigentes e as condições do caminho em geral são diversas.

A altimetria varia. Portanto, como dissemos, é preciso contar com várias pedaladas no nosso histórico. A elevação máxima que vamos encontrar no percurso é de 1119 m de altitude e a mínima é de 782 m.

É possível baixar uma guia oficial na internet com informação bem completa do Caminho do Sal e o mapa. Durante o passeio é possível reabastecer em pequenas lojas e, aliás, aproveitar para conhecer mais sobre as vilas à beira do caminho.

No entanto, é fundamental levar água e comida para começar, pois, muitas lojas estão um pouco fora da estrada, principalmente no início.

No Trecho dos Carvoeiros podemos comprar tudo que precisamos na Vila de Paranapiacaba o que, de fato, é recomendado. Isso porque o último trecho, o Trecho do Bento Ponteiro, é no meio de uma zona rural sem muita infraestrutura.

Conforme a informação fornecida pelo Município de São Bernardo do Campo, o roteiro é autoguiado e público. Isto é, está constantemente aberto para o público e não precisa de guia. Felizmente, o Caminho do Sal está cheio de placas e sinalizações marcando a direção.

De qualquer forma se recomenda imprimir e levar uma Carta de Navegação disponível na web. Além disso, graças à contribuição de outros ciclistas, podemos nos orientar usando informações do Google Maps.

Vamos pedalar!

As alternativas para começar a pedalar no Caminho do Sal são muitas, podendo começar a partir de qualquer ponto, pelo que apenas citaremos algumas das principais.

Para sair de São Bernardo do Campo é necessário ir até à Rodovia Caminhos do Mar (SP-148), km 38,1, onde tem início a rota. Podemos chegar de carro ou bicicleta, ou senão pegar um ônibus das linhas 61A Parque dos Lagos ou 61A Direto da Terminal do Riacho Grande.

Para começar na Vila de Paranapiacaba devemos ir pela Rodovia Adib Chammas até a vila ou fazer uma conversão à esquerda na rodovia até chegar à vila pela Estação Campo Grande, km 51. Também podemos ir de trem até a vila saindo de São Paulo pelo ramal Santos-Jundiaí e descer na estação Rio Grande da Serra.

Por último podemos ir de ônibus até Mogi das Cruzes e pedalar até Taiaçupeba, ou ir de trem até a estação Estudantes ou a estação Jundiapeba e pedalar até a praça da Paróquia Santa Cruz Capela do Ribeirão em Taiaçupeba.

Você já pedalou pelo Caminho do Sal? Então curta nosso post, conte como foi a experiência e nos dê suas dicas! Se nunca foi e ainda tem dúvidas, pergunte e nós responderemos. E se você conhece alguém que quer enfrentar este desafio ou quer convencê-lo a fazê-lo juntos, compartilhe nosso post e alimente seu entusiasmo!

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