Que o carro sempre imperou com símbolo de status social em diversas culturas, isso sempre foi verdade. Desde Henry Ford aos novos modelos híbridos e elétricos. Mas, hoje, a indústria automotiva parece ter percebido que a bike tem um futuro promissor no mercado, e agora investe no setor.

O mercado de bikes elétricas já está consolidado. Fato. Apesar de ser apenas 0,3% do segmento mundial, as e-bikes estão dominando as ruas. Neste ano, estima-se a venda de mais de 90 mil unidades, segundo a Aliança Bike, associação do setor de bikes.

Junto a esse boom das elétricas, novas marcas também chegam ao mercado. E, curiosamente, algumas delas não são de tradicionais empresas de ciclismo. Mas, sim, de montadoras de veículos e motos.

Neste post, você vai conhecer alguns dos modelos de bikes que estão sendo feitos por montadoras das tradicionais às top de linha. Além disso, vai ter um panorama a partir dessa mudança radical nos transportes, e saber o que pode estar por vir muito em breve, no trânsito e no modo de se locomover!

A entrada definitiva do mercado de carros no setor de bikes?

Jeep, Ducati e Volkswagen. Essas 3 gigantes da indústria automotiva e de supermotocicletas não parecem nada amigáveis ao mundo das bikes, certo? Bem, pelo menos era o que elas eram há vários anos.

Hoje, estas são apenas 3 das dezenas de marcas de grandes indústrias que dominam as concessionárias de diversos países, que estão entrando com força no mercado de bikes.

Jeep

A Jeep criou uma fatbike elétrica que leva o nome homônimo de uma das gigantes dos pesos pesados das estradas e trilhas. No modal, ela colocou nada menos que 750watts de potência em um motor capaz de te levar em um percurso de até 80km, sem carregar.

Ducati E-Scrambler

E-scrambler Ducati

Créditos: Insideevs

No lado das duas rodas motorizadas a combustão, a italiana Ducati apresentou este ano, a E-Scrambler, sua e-bike tão forte quanto suas motos icônicas.

O motor modesto de 250Watts Shimano, projetado para levar além do ciclista, até 25kg de carga. Isso a faz uma bike perfeita para uso em cidades, indo a lugares distantes.

3 Toros Volkswagen

A montadora alemã Volswagen está em parceria com a brasileira General Wings, com a 3 Toros, uma bike elétrica aro 29, projetada para trazer o máximo de conforto e desempenho da categoria.

O resultado da união, em que a montadora licencia e confere pintura especial, a bike produzida pela empresa brasileira promete a marca de 45km/h. E, uma autonomia de 40km, sendo recarregada em 3h.

O que esse movimento da indústria tradicional de veículos aponta?

Uma grande quebra de paradigma. Resumindo, essa onda de grandes montadoras produzindo e-bikes mostra uma mudança de mentalidade de CEOs e gestores dessas indústrias.

E, ainda que essa mudança de postura, que já está gerando resultados, venha puxada também pelo fator monetário, essa mudança promete trazer mais inovações e benefícios não só aos ciclistas, mas a toda a sociedade.

Afinal, com mais bikes nas ruas, e mais gente pedalando, hábitos, o trânsito e a rotina de vida e de consumo vão mudar drasticamente, e bem rápido.

Algumas das mudanças já estão acontecendo desde o início da pandemia — as vendas de bikes dispararam nas vendas e continuam crescendo.

A criação de um novo mercado pelas bikes e carros?

Se de um lado as grandes indústrias automotivas e de motocicletas estão entrando no mercado de e-bikes, a indústria de bicicletas está literalmente criando um novo segmento. E ele envolve algo que podemos chamar atualmente de “carro”.

Para você entender do que estamos falando, a Canyon, tradicional marca alemã de bikes de trail, speed e gravel, simplesmente apostou em um conceito revolucionário.

Ele ainda não tem nome e está apenas nos gráficos 3D da empresa, mas, já tem previsão de lançamento, e está bem próximo: 2025.

Bike, carro ou os dois em um só?

Podbike CanyonCréditos: Olhar Digital

O “meio bike e meio carro”, é um veículo leve, que serve para uma pessoa, e no máximo, mais uma criança, se deslocarem com segurança, seja no frio, chuva ou sol.

Trata-se de uma “podbike”, um modelo conceito em que, para se gerar energia ao motor elétrico, é preciso pedalar. Ou seja, uniram os dois mundos, em uma possível máquina que, muito em breve, terá mais força para ganhar as ruas e avenidas no mundo.

Nas redes sociais, logo que a notícia saiu, algumas pessoas até brincavam com os nomes de “carrocleta” e “bicicarro”, tentando dar nome ao que ainda nem é concreto.

Já outras comemoram “Adeus petróleo, demorou”, sinalizando um cansaço de enxergar a sociedade presa a um modelo de consumo que está intimamente ligado a essa fonte de energia não renovável.

Onde essas novas tecnologias vão nos levar?

Estamos diante de uma mudança não apenas do mercado de bikes, mas, dos transportes no mundo inteiro.

Parece que as montadoras e todos os donos de indústrias de bikes se reuniram e chegaram a conclusão de que precisamos criar novas e melhores formas de se locomover.

Essa mudança já estava em uma crescente há alguns anos, porém, depois da pandemia causada pelo novo coronavírus, o mundo parou de “girar” e repensou as formas de viver.

E parte desse novo jeito de viver se dá basicamente três pilares: qualidade de vida, economia e consumo consciente.

Sim, estamos caminhando para algo que nem sabemos ao certo o que será nos trânsitos, mas, já temos indícios de que algo bom será. Tanto para os ciclistas, pedestres, pessoas que precisam usar carros diariamente a trabalho e para ouros fins.

Quais são as tendências apontadas pelas bikes elétricas e novos modais?

Entre tantas inovações em um mundo que mudou em uma velocidade recorde, algumas práticas e tendências dão o norte do que estará cada vez mais em pauta.

Veja o que pode ser o futuro do trânsito e dos transportes:

  • Trânsito mais seguro.
  • Menos carros nas ruas.
  • Mais carros elétricos.
  • Consumo de energia mais consciente, em todos os sentidos.
  • Mais bikes de todos os tipos.
  • Valorização da saúde e bem-estar.
  • Maior qualidade de vida.
  • Maior expectativa de vida.
  • Cidades sustentáveis.
  • Novos modais de transporte.
  • Mais serviços de aluguel de carro e app.
  • Valores de bicicletas mais acessíveis.
  • Comércio de bikes mais fortalecido.
  • Maior oferta de equipamentos e acessórios para pedalar.

É preciso olhar para essas mudanças que não só o mercado de bikes aponta, mas outros também. Afinal, hora ou outra, seremos surpreendidos com mais empresas de outros segmentos arriscando alto no mundo das bicicletas.

E baseado no que o mundo já apresenta hoje, é possível até fazer um exercício de futurologia. Tentando enxergar e torcendo para que mais inovações mudem para melhor a vida das pessoas e as cidades.

O que você acha que vai ser do mercado de bikes daqui em diante? Comente aqui abaixo para que a gente veja o seu ponto de vista!