Fatores como a expansão populacional têm impactado no crescimento do transporte de bikes em trens e metros, em detrimento do uso de automóveis e ônibus. 

Mais recentemente, com a crise sanitária global do COVID-19, uma série de medidas foram tomadas em São Paulo para melhorar a circulação de modo a diminuir as possibilidades de contágio, além de facilitar o trabalho dos entregadores e serviços essenciais.

A seguir veremos como funciona e quais são as regras para o transporte de bicicletas em trens e metrôs para uma viagem mais eficaz e menos complicada para todos.

A necessidade da integração das bikes com o transporte público

A bicicleta é um dos meios de locomoção mais utilizados na atualidade devido ao seu baixo custo de manutenção, ser bom para o meio ambiente e também devido os altos custos dos sistemas de transporte e à redução do estresse no trânsito. Além disso, sua popularidade disparou também devido ao surgimento de aplicativos de entrega.

A praticidade da bicicleta num lugar como São Paulo é um fato. Imagine que você mora a 1 km de distância da estação de metrô e, quando você saiu do vagão, está a 1,5 km do seu trabalho. Essa distância pode ser percorrida em pouco tempo de bicicleta, e é a opção que escolhem cada vez mais brasileiros.

Esse crescimento do uso da bicicleta como meio de mobilidade urbana tornou necessária a integração com o sistema de transporte coletivo, ou seja, o transporte de bikes em trens e metros. Vale destacar que, segundo uma pesquisa feita para a  Campanha Bicicleta nos Planos, o principal destino do 80% dos usuários que andam de bike nas cidades durante a semana, é o trabalho.

Por outro lado, é inegável a relevância que tem para a população a utilização de meios de transporte mais baratos e rápidos, como o metrô e o trem. Essa demanda cresce a cada dia e, enquanto resolve vários problemas, gera outros se a infraestrutura não está pronta para tais necessidades.

Além disso, a preocupação com o coronavírus demandou que muitos modelos de mobilidade e de, justamente, infraestrutura, fossem repensados ​​para evitar o congestionamento nos meios de transporte tanto quanto possível, considerando que serviços essenciais, como entrega de comida, não poderiam parar.

bicicleta no metro

Transporte de bikes em trens e metros em SP: o que é preciso saber

Em São Paulo, um dos lugares mais habitados do mundo, a importância das bicicletas não passou despercebida e tem sido considerada uma aliada para evitar problemas de trânsito.

Por isso, com todas essas necessidades em mente, uma série de medidas foram tomadas para permitir maior facilidade de transporte de bikes em trens e metros.

Atualmente os ciclistas da Região Metropolitana de São Paulo podem ter acesso aos trens do Metrô e da CPTM, pelo menos até o final da pandemia.

Segundo o site da cidade de São Paulo, “a sua bicicleta é bem-vinda no metrô”, mas é preciso cumprir com algumas regras.

Primeiramente, só é possível fazer o transporte de bikes em trens e metros nos seguintes dias e horários:

  • Segunda a sexta a partir das 20h30 até a meia-noite, que é o horário do último trem.
  • Os sábados a partir das 14h até o último trem, que funciona até a 01h.
  • Os domingos e feriados podemos transportar bikes durante o dia inteiro, isto é, das 04h40 à meia-noite.

Por outro lado, é importante considerar que podem entrar até 4 bicicletas por trem, e sempre no último vagão. Mas para quem tem uma bicicleta dobrável, pode levá-la em qualquer horário, mas precisa estar embalada numa capa ou bolsa protetora, e o volume não deve ultrapassar os 150x60x30 cm.

O regulamento também estabelece que a bicicleta deve ser convencional, ou seja, sem motor por exemplo, e deve estar limpa de lama, graxa, etc. E, é claro, não é permitido andar na bicicleta na estação, só pode ser empurrada ao nosso lado.

Nas escadas fixas é preciso carregar a bicicleta tanto para subir quanto para descer, e nas escadas rolantes é permitido transportar a bike somente para subir. Deve estar sempre com o freio acionado e o ciclista é obrigado a esperar a liberação das escadas. Não é permitido levar a bike nos elevadores.

Outro ponto importante é que se não houver lugar no último vagão, o ciclista deve esperar até o próximo trem, e no vagão devemos permanecer distantes das portas para facilitar a circulação.

Caso houver alguma anormalidade ou um fluxo muito grande de usuários, o acesso de bicicletas pode ser restrito, então é bom ficar atento, principalmente em dias feriados.

Os bicicletários anexos das estações Sé, Corinthians/Itaquera, Guilhermina/Esperança e Carrão funcionam no horário das 06 às 22h. O Metrô é encarregado do serviço, mas é responsabilidade do ciclista levar o cadeado para prevenir algum roubo.

Os bicicletários anexos às estações Pinheiros e Butantã, da Linha 4-Amarela, continuam na modalidade guarda de bicicletas.

Recomendamos ficar atentos e atualizados nas informações públicas do transporte de bikes em trens e metros por qualquer mudança nos horários ou disposição dos serviços visto que, nestes tempos de incerteza, essas medidas são suscetíveis a alterações.

Os obstáculos no caminho

Muitas pedaladas faltam ainda para lograr uma completa integração da bicicleta com o transporte coletivo, mas o caminho já começou a ser percorrido com as medidas implementadas para o transporte de bikes em trens e metros.

Além da infraestrutura, é preciso educar e gerar consciência nos motoristas, por exemplo, para que entendam os benefícios que aqueles que escolhem andar de bicicleta trazem para o trânsito, como a redução do congestionamento ou a possibilidade de ter mais espaço para circular e estacionar. 

Apesar de muitos centros urbanos terem projetos aprovados e alocado orçamentos para a mobilidade urbana, muitas vezes o uso da bicicleta não é considerado como deveria, como acontece na cidade de BH.

Uma melhoria na mobilidade urbana resulta, sem dúvida, em uma melhor qualidade de vida, o que logicamente impacta em diversos domínios, como o social e o econômico.

A ideia é que a bicicleta seja um complemento dos transportes coletivos para vantagem de todos.

Como mencionamos, um dos motivos que contribuiu, e muito, para o aumento do uso de bicicletas durante a pandemia e o transporte de bikes em trens e metros foi o boom de aplicativos de entrega. Saiba mais sobre como funciona esse modelo de negócios e a vida de um entregador de bikes clicando aqui.