Você já viu aqueles carros com a suspensão tão baixa que quase tocam o chão? Pois bem, há uma moda que está pegando no Brasil, inspirada nesse conceito, mas aplicada nas bicicletas. Estamos falando das bikes rebaixadas.

Talvez você tenha visto um grupo de jovens pedalando em bikes tão baixinhas que parecem de circo. Essas são precisamente as bikes rebaixadas.

Mas, vale a pena essa modificação? Há algum benefício nisso além da moda? O que é possível fazer nas bikes rebaixadas? Nesse artigo responderemos essas e mais outras perguntas. Confira!

Bikes rebaixadas
Créditos da imagem: Pinterest

Bikes rebaixadas: o que são?

As bikes rebaixadas são bicicletas modificadas para ficar mais perto do chão. Para isso, os ciclistas realizam várias reformas.

É muito comum, por exemplo, que os donos das bikes cortem algumas partes e soldem novamente os tubos. Também substituem peças para adaptar a bicicleta. Dessa forma, podemos encontrar bikes com coroas pequenas, pedais dentro do quadro ou, inclusive, pneus de cadeiras de rodas sem câmara de ar, devido a que são os mais baixos.

Também é normal encontrar bikes rebaixadas com quadros full suspension, onde a mola é retirada e, assim, a roda traseira fica mais alta. Ou, na inversa, a roda dianteira é a que fica mais para cima.

Uma bike normal de adulto tem por volta de 1 m de altura e permite uma pedalada fluida por causa da distância que separa os pedais do chão. As bikes rebaixadas, em geral, não ultrapassam os 60 cm de altura e nem precisam do pezinho, porque ficam apoiadas no pedal.

Como surgiram as bikes rebaixadas?

A moda das bikes rebaixadas vem da cultura “chicana”, ou seja, cidadãos dos Estados Unidos de origem mexicano. Foram eles quem começaram customizar e rebaixar os carros.

Assim, os jovens amantes dos carros modificados que, por falta de dinheiro, não conseguem cumprir seu sonho no curto prazo. Por isso, escolheram aplicar essa reforma no que está mais à mão, ou seja, as bikes.

Portanto, é muito frequente que quem tem uma bike rebaixada goste de ser estiloso. É uma bike diferente que, sem dúvidas, atrai a curiosidade das pessoas.

Por outra parte, são pessoas que não se importam muito com o nível profissional ou a funcionalidade da bike, mas ficam de olho nas novas tendências. Isso não significa que não gostem do mundo das bikes. Afinal, para montar uma bicicleta rebaixada é preciso dedicar bastante tempo, esforço e, em alguns casos, dinheiro.

É normal que muitos usuários montem uma bike e, depois de um tempo, vendam sua criação para começar novamente com outra bicicleta.

Quando usar bikes rebaixadas?

Por causa das modificações, as bikes rebaixadas não são apropriadas para fazer trilhas. Muito menos percursos longos ou difíceis, embora alguns dos ciclistas façam vários quilômetros. Não são muito confortáveis, afinal, tudo o que é para o conforto da bike é removido para abaixar a altura. A pedalada é muito curta e, em geral, é preciso se acostumar até pegar o jeito para andar numa dessas bikes. Portanto, são recomendadas para passeios curtos, exibição e lazer.

Alguns dos motivos pelos quais as pessoas fazem as modificações para ter bikes rebaixadas são sociais. Pedalar nessas bikes é uma atividade grupal, para fazer novos amigos, pedalar com uma galera e conhecer pessoas com os mesmos interesses.

Uma das principais vantagens desse tipo de bicicletas é que são praticamente anti roubo. Se alguém pensa em pegar a bike, dificilmente consiga sair pedalando com rapidez. Como dissemos, pegar o jeito para pedalar nessa magrela pode demorar um pouco, ninguém consegue na primeira tentativa. Com certeza, ao perceber isso, o ladrão desistirá logo.

Porém, mesmo assim é necessário ficar de olho porque, de fato, são bikes muito atraentes.

Prós e contras das bikes rebaixadas

Já falamos os pontos principais de tudo o que você precisa saber dessa moda. Vamos resumir, então, os prós e contras.

Prós

  • São estilosas.
  • Difíceis de roubar.
  • Pedalar nessas bikes é uma atividade grupal.
  • Pode fazer novos amigos.

Contras

  • Não são aptas para trilhas ou percursos longos e difíceis.
  • É preciso se acostumar até pegar o jeito da pedalada.
  • Quanto mais baixas, mas desconfortáveis.

Um ponto que pode tanto em contra como a favor é que é preciso dedicar tempo e esforço para customizar a bike. Se você é um amante do processo de cortar, soldar e fazer modificações, certamente vai adorar entrar no mundo das bikes rebaixadas.

Mas se você não é muito afim e gosta de ter a bike pronta, então não é para você.

Bikes rebaixadas
Crédito da imagem: Pinterest

Bicicletas rebaixadas no Brasil

Ter uma bike rebaixada pode ser uma atividade muito prazerosa. Conseguir as peças, montá-la, pintá-la e vê-la em ação com os amigos é gratificante. Nesse sentido, no Brasil e no mundo há muitos encontros e exibições exclusivamente dessas magrelas.

Um dos mais conhecidos e concorridos é o encontro no Parque do Ibirapuera (SP) que acontece todo mês e onde inclusive é possível ganhar prêmios, com o campeonato de medição, por exemplo, além de ver incríveis modelos.

Carambeí (PR) também tem seu encontro de bikes e Petrolina, no estado de Pernambuco, foi mais um dos que já teve seu encontro de carros e bicicletas rebaixadas. São Carlos (SP),  Araruama (RJ), Curitiba (PR), Crissiumal (RS),  São Sebastião do Caí (RS) e São Luis (MA) também formam parte da lista.

Como vimos, as bikes rebaixadas são uma forma barata para ter estilo na rua, conhecer e se dar bem com pessoas com os mesmos interesses. Não é difícil entender porque essa moda se espalhou tanto, não só pelo Brasil, mas sim pelo mundo inteiro.

Permite mostrar nossa personalidade ao mesmo tempo divertir-nos em boa companhia e fazendo parte de um vício saudável.

E, para quem é mecânico de bike, pode ser uma ótima opção de negócios considerar a elaboração de bikes rebaixadas. De fato, já há muitos empreendedores e influencers no Brasil que estão de olho nessa moda por causa da fidelidade dos que curtem ter suas bikes rebaixadas.

Você já viu bikes rebaixadas andando pela sua cidade? Já tem uma? Deixe seu comentário e conte sua experiência!

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