Você sabia que existem mais bicicletas do que carros no Brasil? De acordo com os dados do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) são 50 milhões de bikes contra 41 milhões de automóveis. Porém, as diversas causas de acidentes com ciclistas ainda fazem com que os automóveis sejam mais usados do que as bicicletas.

De acordo com um levantamento da Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet), mais de 13 mil ciclistas morreram no trânsito na última década. Para não entrar nessas estatísticas, é preciso tomar alguns cuidados, além de contar com a conscientização dos motoristas.

Dados estatísticos sobre os acidentes com ciclistas

R$15 milhões por ano. Este é o gasto que o SUS (sistema único de saúde) teve por ano, nos últimos 10 anos, com tratamentos para ciclistas feridos em acidentes de trânsito, de acordo com a Abramet.

O mesmo estudo mostra que os atendimentos hospitalares envolvendo esse tipo de ocorrência aumentaram 57% de 2010 para 2019. Na última década, como mostramos na introdução, mais de 13 mil ciclistas faleceram, sendo que o atropelamento foi o motivo mais comum, com 60% das vítimas.

Entre 2010 a 2019, o Rio Grande do Norte teve um aumento de 1250% no número de internações causadas por acidentes envolvendo bicicletas e outros veículos. Mas o sudeste ainda é o que mais mata ciclistas, com um crescimento de 31,1% dos óbitos no período analisado.

E, entre todas as cidades do sudeste, São Paulo é a mais cruel para os ciclistas. Nos primeiros 7 meses de 2021, as mortes de ciclistas aumentaram 52%, foram 17 mortes em 2020 contra 26 no mesmo período de 2021, de acordo com o levantamento do Infosiga.

Em contrapartida, em 2020, a venda de bicicletas na cidade de São Paulo cresceu 66%.

Na última década, o estado de São Paulo se manteve líder em internações considerando os números absolutos, com 4.546 ocorrências — o que significa 35,8% do total.

Pandemia piorou a situação

O que já era ruim, ficou muito pior em várias cidades brasileiras com a chegada da pandemia. O uso da bicicleta aumentou bastante, principalmente com mais pessoas desempregadas e partindo para as entregas com bike via aplicativos.

Só em Belo Horizonte, o aumento dos pedidos de entrega a domicílio foi de 20%. O aplicativo Mobills, de gestão financeira, detectou que os gastos com entregas tiveram um salto de 117,21%.

Durante a pandemia, embora o número de carros e motos circulando nas ruas tenha diminuído, o número de internações de ciclistas acidentados continuou em um índice considerado alto em comparação com o mesmo período do ano anterior.

A circulação de carros caiu 50% durante o período de quarentena, porém o número de acidentes com bicicletas teve uma redução de apenas 13%.

Outro dado relevante é trazido pela Aliança Bike (Associação Brasileira do Setor de Bicicletas) que registrou um aumento de 50% nas vendas em maio de 2020, em todo o país, em comparação com o mesmo período em 2019.

Esse crescimento pode ter se dado tanto pela preferência do uso da bike nas atividades de lazer e esportivas (com as academias fechadas e as regras de isolamento), como para evitar as aglomerações do transporte público e para uma renda alternativa com as entregas de alimentos.

causa de acidentes com ciclistas

Perfil dos ciclistas acidentados

Um levantamento em parceria entre a Agência Fique Sabendo e o Infosiga mostrou que, no estado de São Paulo, a maioria dos ciclistas que se envolveram em acidentes fatais eram do sexo masculino (92%).

A faixa etária que concentra mais mortes, com o equivalente a 10,8% do total, é de crianças e adolescentes de 0 a 17 anos. Em segundo lugar estão as pessoas de 50 a 52 anos, com 10,4% do total.

Somente até junho de 2020, foram registrados mais de 690 internações no SUS, a maioria de vítimas do sexo masculino (84%), entre 20 a 49 anos.

Causas de acidentes com ciclistas

As diferentes pesquisas trazem uma série de causas de acidentes com ciclistas. As mais listadas são:

  • Falta de infraestrutura das cidades para receber os ciclistas.
  • Falta de conscientização dos motoristas para dividir a via com os ciclistas.
  • Falta de campanhas de conscientização.
  • Falhas do ciclista (perda de controle, inexperiência, realização de acrobacias e alta velocidade).
  • Problemas mecânicos na bicicleta.
  • Alta velocidade dos veículos.

É verdade que muitas cidades já investem em melhorias na estrutura urbana, com a criação de ciclovias e ciclofaixas, principalmente em grandes capitais, como Brasília, Salvador, Rio de Janeiro e São Paulo.

Mas, o que os números mostram, é que essas mudanças não são capazes de acompanhar a crescente demanda de pessoas que usam a bike como meio de transporte, esporte ou lazer.

Para que haja mudanças, é imprescindível a participação do poder público, de entidades médicas e da sociedade.

A redução da velocidade máxima das vias urbanas, por exemplo, é uma medida simples e que favorece não apenas os ciclistas, mas também ajuda a reduzir o número geral de acidentes no trânsito.

De acordo com dados da Opas (Organização Pan-Americana de Saúde), o aumento de apenas 1% na velocidade média faz crescer 4% o risco de acidente fatal e 3% o risco de acidente grave.

Outro dado relevante, que mostra a importância de uma estrutura viária para os ciclistas, é da Ciclocidade, que revela que mais de 70% dos entrevistados pedalam sempre, ou quase sempre, em ciclovias e ciclofaixas na cidade de São Paulo. Contudo, essa infraestrutura não está presente em toda a cidade, dificultando a circulação exclusiva por ela.

Como pedalar de forma mais segura

É verdade que os ciclistas não podem fazer com que os motoristas trafeguem de forma mais segura — e nem obrigar o poder público a investir em uma infraestrutura viária que favoreça as bicicletas. Mas, nós também podemos ter atitudes mais seguras no pedal.

Por exemplo, usar luzes traseiras e dianteiras, capacete e refletores de roupa e bicicleta, como forma de aumentar a visibilidade do motorista.

Além de pedalar usando uma faixa inteira, não usar fones de ouvido ou o celular enquanto pedala e sempre andar no mesmo sentido dos carros.

Outras dicas que podem ajudar são:

  • Não abaixar a cabeça e olhar para baixo enquanto se está pedalando.
  • Não cortar outros ciclistas ou veículos pela direita.
  • Não exagerar na velocidade nas descidas.
  • Sinalizar qualquer movimento, como entrada à direita, à esquerda, frenagens, curvas etc.
  • Não frear tudo de uma só vez, principalmente quando estiver em alta velocidade,
  • Não frear em uma curva,
  • Ficar longe de carros e veículos pesados, como ônibus e caminhões.
  • Não atravessar a pista.

Seguro

Outra forma de se proteger é investir em um seguro de acidente pessoal de ciclista. Essa é uma das coberturas oferecidas por alguns tipos de seguros de bicicleta, como o Bike Registrada. Ela oferece reembolso no caso de gastos com conserto ou substituição da bicicleta em caso de acidentes.

O seguro Bike Registrada também possui cobertura de responsabilidade civil, no caso de danos causados a terceiros e serviço de reboque e de transporte, para levar o ciclista até o hospital ou outro lugar seguro.

Agora você já sabe quais são as principais causas de acidentes com ciclistas? Quer pedalar de forma mais segura? Conheça mais sobre a apólice de seguro Bike Registrada e entenda suas vantagens!

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