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O que é ciclismo? Conheça a história e principais modalidades

Se você pedala ou já pedalou alguma vez, com certeza sabe o que é ciclismo. Já que podemos considerar dessa forma qualquer modalidade que envolva o homem e a sua bicicleta.

Neste conteúdo, nós separamos um pouquinho da história do ciclismo, as principais modalidades e todas as curiosidades para os amantes da arte de pedalar. Embarque conosco!

 

O que é ciclismo?

Ciclismo é uma atividade que envolve a repetição de um movimento e que usa como meio de locomoção a bicicleta. O ciclismo pode ser competitivo, recreativo e também praticado como forma de atividade física, tanto outdoor como indoor (como as aulas de spinning).

O ciclismo também é parte integrante de outra modalidade esportiva, o triathlon que une natação, ciclismo e corrida.

Qual a história do ciclismo?

As origens do ciclismo estão ligadas ao século XIX, especificamente a década de 1890. Afinal, foi nesse período que as bicicletas passaram por melhorias significativas, que permitiram que o ciclismo enquanto modalidade esportiva se desenvolvesse.

Apesar disso, se formos considerar como ciclismo qualquer atividade que envolva andar de bicicleta, então poderemos remontar o início à 1839 quando o ferreiro escocês Kirkpatrick Macmillan criou o primeiro protótipo de uma bicicleta: dois pedais grudados em uma enorme roda da frente.

As bicicletas com rodas de tamanho igual e sistemas de corrente e catraca, contudo, só surgiram em 1880 e o mecanismo de marchas surgiu na década seguinte, em 1890.

A primeira competição no ciclismo, porém, nasceu antes da evolução da bicicleta: em 1869. Foi nesse ano que ocorreu a primeira maratona ciclística com um percurso entre as cidades de Paris e Rouen, com 123 km.

Em 1890, porém, foi quando houve a construção do primeiro velódromo em Paris, na França – e os franceses foram os primeiros do mundo a fomentarem o ciclismo como uma modalidade esportiva.

Em 1893 é criado o Tour de France pelo ciclista Henry Desgranges. A competição é considerada a mais famosa do ciclismo de estrada até hoje. Porém, foi apenas em 1896 que o esporte ganhou projeção mundial por ser inserido nos Jogos Olímpicos.

A primeira prova olímpica de ciclismo foi disputada no mesmo trajeto que a tradicional maratona dos primeiros Jogos: os ciclistas largaram em Atenas e pedalaram até a cidade de Marathon, depois retornaram à capital grega.

Após se manter ausente nas três edições olímpicas seguintes, o ciclismo retornou em 1912, em Estocolmo e desde então se manteve presente no programa olímpico.

As mulheres, contudo, só começaram a disputar o esporte em 1984, nos jogos de Los Angeles, com a prova individual de estrada.

No Brasil, acredita-se que a bicicleta tenha desembarcado com os imigrantes europeus no final do século XIX e início do século XX. Existem registros que mostram que já existiam ciclistas no Espírito Santo e em São Paulo em 1895. Três anos depois, a primeira fábrica de bicicletas era inaugurada no país: a Caloi, popularizando de vez o ciclismo por aqui.

Quais são as modalidades do ciclismo?

Atualmente, nos Jogos Olímpicos, existem 5 modalidades do ciclismo: BMX, BMX Freestyle, Ciclismo de Estrada, Mountain Bike e Ciclismo de Pista. Destas, a mais recente é o BMX Freestyle. Vamos ver cada uma delas em detalhes?

BMX

BMX é a sigla de Bicycle MotoCross. O BMX nasceu da paixão de jovens norte-americanos pelo motocross. Como não tinham um equipamento adequado, eles acabavam imitando as manobras usando bicicletas em pistas de terra.

Em 1981, nasceu a Federação Internacional de BMX. Um ano depois ocorreu o primeiro campeonato mundial da categoria que foi disputado em Dayton, nos Estados Unidos.

Atualmente, as provas de BMX são disputadas com 8 atletas até se chegar à final. As bicicletas usadas possuem aro 20”, uma marcha e um freio. Os ciclistas largam de uma plataforma com cerca de 10 metros de altura e devem passar por vários obstáculos até cruzarem a linha de chegada.

BMX Freestyle

É a modalidade mais recentes que participaria pela primeira vez nos Jogos de Tóquio, de 2020, que foram adiados devido à pandemia de COVID-19. Apesar disso, essa modalidade de BMX é disputada desde 1970.

Também com uma bike de aro 20”, os atletas devem executar uma série de manobras, com giros e saltos no ar. Dentro do BMX Freestyle existem seis modalidades, que são:

  • vertical: são usadas rampas em formato de U, chamadas de half pipe;
  • dirt jump: praticado em rampas de terra, com alturas e distâncias variadas. As rampas podem ser únicas, doubles ou trails (sequenciais);
  • street: é praticado nas ruas ou em pistas que simulam ruas com corrimões, escadas e rampas;
  • mini ramp: a pista tem altura e tamanho menor que a vertical. Nessa modalidade, são realizadas manobras de bordas associadas a saltos e aéreos, geralmente em rampas de madeira;
  • flatland: apresentação no solo, sem rampas ou pulos. É o estilo mais livre de todos, com cada piloto fazendo sua session e buscando equilibrar dificuldade e criatividade;
  • park: percursos fechados (bikeparks ou skateparks) com diferentes obstáculos, como paredes, bancadas, rampas e corrimões.

Mountain Bike

Disputado nos Jogos Olímpicos desde 1996. Nas Olímpiadas, são disputadas provas de cross-country com múltiplas voltas. O primeiro ciclista que completar todas as voltas e cruzar a linha de chegada, é o vencedor.

Em média, as provas têm duração de 1h30 a 2 horas. A bike dessa modalidade tem pneus mais largos, amortecedores traseiros e dianteiros e material resistente à impacto.

Os atletas precisam usar capacete ventilado, roupas leves e aerodinâmicas.

O QUE É CICLISMO

Ciclismo de estrada

Primeira modalidade a ser disputada dentro do ciclismo. Atualmente conta com provas de estrada e contrarrelógio. As bikes de estrada são mais leves, com guidão mais baixo e pneus fininhos.

Nos Jogos Olímpicos, as provas de ciclismo de estrada são individuais e vence quem cruzar a linha de chegada em primeiro. Já na disputa contrarrelógio, vence quem fizer o percurso no menor tempo.

Além dos Jogos Olímpicos, existem outras provas muito conhecidas dessa modalidade, como a Volta da Espanha, o Giro D’Itália e o Tour de France.

Ciclismo de Pista

Modalidade que surgiu diretamente do ciclismo de estrada. Ela é realizada em pistas exclusivas para a disputa, os velódromos.

As bikes são bem diferentes e não possuem freios, além de contar com apenas uma marcha. Nessa modalidade, os ciclistas atingem altíssimas velocidades — e se tivesse freio nas bikes poderia causar acidentes. Caso haja necessidade de reduzir a velocidade, o ciclista deverá pedalar para trás.

No ciclismo de pista, existem 6 tipos de provas, que são:

  1. velocidade individual: dois ciclistas disputam a prova. A partir das quartas de finais, as provas são disputadas em duas baterias – e quem chegar na frente em duas delas, se classifica;
  2. velocidade por equipes: são 3 ciclistas no masculino e 2 no feminino. Ganha a equipe que cruzar a linha de chegada primeiro. Nas etapas eliminatórias e na final, as equipes largam simultaneamente, porém em lados opostos da pista;
  3. perseguição por equipes: são duas equipes com 4 ciclistas cada que largam em lados opostos da pista e percorrem 4 km. Vence a equipe que alcançar a outra ou que tiver o menor tempo;
  4. omnium: conta com 6 provas diferentes, a intenção é acumular o maior número de pontos em todas as competições;
  5. madison: provas com sprints intermediários disputados em duplas. Enquanto um ciclista pedala devagar na parte alta do velódromo, o outro corre o mais rápido possível na parte baixa. Para trocar de posição, os ciclistas devem tocar na mão ou no braço do outro. A cada 10 voltas, a dupla pontua, quem tiver mais pontos, vence;
  6. keirin: prova de sprint disputada por 6 ciclistas simultaneamente. Os ciclistas percorrem 2 km na pista e começam a disputa seguindo uma moto que inicia com velocidade de 30 km/h no masculino e 25 km/h no feminino. A velocidade vai aumentando até chegar a 50 km/h para os homens e 45 km/h para as mulheres. Até a moto sair da pista (nos 600-700 metros finais), os ciclistas não podem ultrapassá-la. Quando ela sai, os ciclistas arrancam até a linha de chegada. Ganha quem cruzar primeiro.

Cicloturismo

O cicloturismo é uma forma de viajar utilizando a bicicleta como meio de transporte, explorando diferentes lugares, culturas e paisagens. Não se trata apenas do destino, mas sim da experiência de pedalar, desfrutando do percurso e das interações ao longo do caminho.

  1. Sustentabilidade e natureza: É uma prática sustentável, pois não emite poluentes e permite uma conexão mais íntima com a natureza. Pedalar por estradas rurais, trilhas e caminhos menos percorridos proporciona uma experiência única, aproximando o cicloturista da beleza natural.
  2. Flexibilidade e liberdade: O cicloturismo oferece liberdade para explorar áreas remotas e acessar locais não alcançados por outros meios de transporte. O cicloturista pode definir seu próprio ritmo, parando em pontos de interesse e adaptando o roteiro conforme sua vontade.
  3. Cultura e interação: Além de conectar-se com a natureza, o cicloturismo possibilita conhecer novas culturas, interagir com as comunidades locais e experimentar a autenticidade dos lugares visitados.
  4. Modalidades: Pode ser praticado de diversas formas, desde viagens autônomas até aquelas com suporte logístico, utilizando estruturas de apoio como carros de apoio ou agências especializadas.

Essa prática oferece uma experiência enriquecedora, promovendo não apenas a aventura e o exercício físico, mas também a imersão em novos cenários e culturas, incentivando uma conexão mais profunda com o mundo ao nosso redor.

Benefícios a saúde que o ciclismo proporciona

O ciclismo não apenas oferece um meio divertido de se locomover, mas também traz uma miríade de benefícios para a saúde. Em primeiro lugar, é uma atividade que trabalha diversos grupos musculares, fortalecendo pernas, glúteos e abdômen, além de melhorar a postura e equilíbrio. A queima de calorias é um destaque, contribuindo significativamente para perda de peso e manutenção da forma física.

Um aspecto crucial é o impacto cardiovascular do ciclismo. Ele eleva os níveis de condicionamento cardiorrespiratório, fortalecendo o coração e melhorando a circulação sanguínea, o que por sua vez reduz o risco de doenças cardiovasculares. A prática regular também tem sido associada à regulação da pressão arterial, contribuindo para a saúde cardiovascular de maneira ampla.

Além dos benefícios físicos, o ciclismo é um aliado poderoso para a saúde mental. A atividade ao ar livre contribui para a liberação de endorfinas, neurotransmissores responsáveis pela sensação de bem-estar. Isso pode reduzir níveis de estresse e ansiedade, melhorando o humor e a qualidade do sono. O ciclismo regular também é um momento propício para relaxamento e reflexão, oferecendo um escape do estresse do dia a dia.

Em suma, o ciclismo não é apenas uma atividade recreativa, mas uma prática que impacta positivamente tanto a saúde física quanto a mental, promovendo um estilo de vida mais saudável e equilibrado.

Principais tipos de bicicletas para praticar ciclismo

As bicicletas vêm em diversos tipos, cada uma projetada para atender a propósitos específicos. Aqui estão algumas categorias comuns e suas características:

  1. Bicicleta Urbana: Projetada para o uso na cidade, ideal para deslocamentos urbanos e curtos. Oferece conforto e praticidade para o dia a dia.
  2. Bicicleta Elétrica: Equipada com motor elétrico, facilita pedaladas longas ou em terrenos difíceis, sendo uma excelente opção para deslocamentos mais extensos.
  3. Bicicleta de Passeio: Focada em conforto, é indicada para passeios relaxantes em áreas pavimentadas, oferecendo uma posição de pedalada mais vertical.
  4. Bicicleta Dobrável: Oferece a praticidade de ser dobrada, facilitando o armazenamento e transporte em espaços reduzidos, como transporte público ou armazenamento em casa.
  5. Mountain Bike (MTB): Projetada para trilhas e terrenos acidentados, com pneus largos e suspensão robusta para oferecer estabilidade em terrenos irregulares. 
  6. BMX: Ideal para manobras e saltos em pistas especiais, com estrutura robusta e resistente.

Cada tipo de bicicleta é projetado para atender a diferentes necessidades e terrenos, oferecendo uma ampla gama de opções para ciclistas de diferentes estilos e objetivos.

Quais os equipamentos essenciais para praticar o ciclismo?

Quando se inicia no ciclismo, alguns equipamentos são essenciais para garantir uma pedalada segura e confortável:

  1. Capacete: Fundamental para proteger a cabeça em caso de quedas, escolha um que se ajuste corretamente.
  2. Luvas: Oferecem aderência, conforto e proteção para as mãos, especialmente em longos percursos.
  3. Óculos de Proteção: Protegem os olhos de detritos, insetos e raios solares, garantindo uma visão clara durante a pedalada.
  4. Roupas apropriadas: Um shorts com forro, camisas de ciclismo e calçados específicos garantem conforto e mobilidade durante a pedalada.
  5. Cadeado: Para garantir a segurança da bicicleta ao estacionar em locais públicos.
  6. Ferramentas básicas: Uma bomba de ar, kit de remendo para pneus e ferramentas simples são essenciais para pequenos reparos.
  7. Garrafa de água: Fundamental para se manter hidratado durante a pedalada.
  8. Faróis e Luzes traseiras: Importantes para aumentar a visibilidade em condições de pouca luz ou à noite.
  9. Kit de Primeiros Socorros: Pequeno e básico, pode ser útil para pequenos acidentes ou emergências.
  10. Bombas de Ar Portáteis: Pequenas e práticas, são ideais para ajustar a pressão dos pneus durante o percurso.

Esses equipamentos básicos garantem segurança, conforto e preparação para aproveitar ao máximo a experiência do ciclismo.

Técnicas que vão te ajudar a praticar melhor o ciclismo

Ao pedalar, algumas técnicas e posturas podem otimizar a eficiência e segurança:

  1. Posição do corpo: Mantenha o tronco levemente inclinado para frente, alinhando a coluna. Isso reduz a resistência ao ar e proporciona eficiência na pedalada. 
  2. Pedalada circular: Distribua o esforço entre a parte de cima e de baixo do movimento, aplicando força durante todo o ciclo de pedalada.
  3. Ajuste da altura do selim: Um selim ajustado adequadamente, na altura correta, evita lesões e proporciona conforto durante a pedalada.
  4. Cadência adequada: Mantenha um ritmo constante e confortável, ajustando as marchas conforme o terreno e a sua capacidade.
  5. Uso correto dos pedais: Não apenas empurre para baixo, mas também puxe para cima ao pedalar, envolvendo mais músculos e tornando a pedalada mais eficiente. 

A aplicação dessas técnicas não apenas melhora o desempenho, mas também reduz o risco de lesões, permitindo uma pedalada mais agradável e eficiente.

Essas são as modalidades disputadas nos Jogos Olímpicos, mas além delas, ainda existem outras. Por exemplo, o mountain bike tem 4 modalidades: downhill (DH), XCO (que é cross-country olímpico), freeride, 4x, trial, trip trial ou maratona, uphill e enduro de regularidade.

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