Trocas bem rápidas, inovações a cada ano e revoluções no mundo do mountain bike. Com esse perfil, a SRAM pode ser considerada a segunda maior marca de componentes. Mas, ela não vive só de história, mas sim, de peças que vão do nível básico ao mais competitivo. E você vai conhecer a hierarquia SRAM para MTB agora!

A empresa norte-americana começou sua história lá nos anos 1980, e agora se consolida como uma das principais escolhas de ciclistas de MTB. Um dos motivos é a construção e a dinâmica de funcionamento de seus câmbios e sistemas.

Ainda tem dúvidas sobre os grupos de Mountain Bike da SRAM? Fique aqui e descubra neste post, todos os conjuntos de marchas da marca!

Conheça a sram 

Com fábrica em Chicago, no Estado de Illinois, nos EUA, o trabalho da SRAM é focado na produção de componentes de alta qualidade. Criada em 1987, seu nome deriva da junção das iniciais dos três fundadores originais da empresa, Scott, Ray e Sam. 

Seu início foi marcado pelo desenvolvimento do sistema “Grip Shift”, que deu à empresa a entrada na indústria do ciclismo. Porém, em 1990, eles processaram a japonesa Shimano por práticas comerciais desleais. A alegação era a de que a concorrente estava oferecendo aos fabricantes de bicicletas um incentivo a mais. O intuito seria a de monopolizar os componentes da empresa oriental em suas transmissões. 

O caso foi resolvido fora do tribunal, mas deu à SRAM a oportunidade de competir na concorrente indústria de componentes. Depois disso, o sucesso só aumentou. Tanto que, a SRAM, ao longo dos anos, adquiriu várias outras empresas, incluindo a RockShox, Zipp, Sachs, Avid, QUARQ e Truvativ.  

A SRAM é uma empresa dedicada exclusivamente a componentes de bicicletas, não se desviando em nenhum momento para a linha de produção de bicicletas. Não é à toa que está entre as principais concorrentes da Shimano, pois oferece uma gama de produtos com qualidade e inovação tecnológica. Possui uma variedade de grupos de transmissões de bikes, oferecendo soluções desde ciclistas iniciantes até os ciclistas mais experientes.   

Por dentro da sua linha de produtos

A SRAM oferece uma variedade de componentes como freios, suspensões e outras tecnologias. Porém, os produtos principais do seu catálogo são os grupos de transmissão, comercializados para ciclistas de nível básico, até os ciclistas de alta performance e profissionais da área.  

Além dos grupos de transmissão para Mountain Bikes, a empresa trabalha também com a hierarquia SRAM para Road Bikes: Apex, Rival, Force e Red. 

Diferenciação dos seus componentes 

O preço e a qualidade dos componentes da SRAM e da Shimano não destoam muito. Por isso, alguns entusiastas acabam se fidelizando em alguma das duas marcas, seja por gosto, ergonomia ou mesmo a funcionalidade do sistema. Porém, é possível perceber alguns pontos de diferenciação

– A taxa de ativação da caixa de câmbio da SRAM muda para 1:1. A proporção de 1:1 significa que o cabo se move mais, tornando a configuração menos sensível à influências.

– As caixas de engrenagens SRAM usam engrenagens de toque duplo. Ela trabalha com uma alavanca para fazer as trocas para cima e para baixo. 

Confira toda a hierarquia sram para mtb

Em um mercado com tantos bons concorrentes, não é fácil conseguir se manter entre os melhores. Porém, a SRAM vem a cada ano se mantendo no topo, pois investe em pesquisas e no desenvolvimento de novas tecnologias. O resultado disso pode ser visto em cada um dos modelos disponíveis na hierarquia SRAM para MTB: 

Linha EAGLE

A SRAM apresentou, antes da Shimano, a primeira linha de 12 velocidades para bicicletas de montanha.

Isso foi uma verdadeira revolução, pois hoje, boa parte das bikes ao 29 e outras, estão usando essa combinação de marchas. Leveza e funcionamento estável em todo o tipo de terreno motivam ciclistas a aderirem à novidade que tem vários grupos.

XX1 EAGLE AXS

Hierarquia SRAM para MTB, Sram XX1 AXS

O grupo top de linha da hierarquia SRAM para MTB é feito com os materiais mais leves e dispensa fios.

A linha XX1 Eagle AXS é eletrônica e ainda integra no mesmo trocador de marchas, o controle para um canote retrátil — quando o ciclista quer usar um na bike.

Além disso, o câmbio traseiro SRAM XX1 Eagle AXS funciona com os trocadores de linhas para gravel e estrada — SRAM RED AXS e SRAM Force eTap AXS.

O cassete da linha é de 10-52 dentes, conferindo muitas combinações para vencer diferentes terrenos. Já o pedivela é em carbono, com as coroas em alumínio ultraleve.

XX1 EAGLE

Hierarquia SRAM para MTB, Sram XX1 Eagle

A linha XX1 Eagle tem sua versão clássica: mecânica. Nesse grupo, as diferenças são que o câmbio não tem sensores e o trocador não tem conexão com um canote retrátil.

No mais, há uma ligeira diferença de peso entre a versão mecânica e a eletrônica, que para muitos não justifica a mudança de padrão.

Outro detalhe interessante do SRAM XX Eagle mecânico é que ele tem o opcional de vir com o trocador no padrão Grip Shift — rotativo ao invés de cliques.

XO1 EAGLE AXS

Hierarquia SRAM para MTB, Sram XO1 AXS

Esse grupo é mais voltado para um uso misto de cross country e trail, mas carrega basicamente as mesmas características do Eagle XX1 eletrônico.

A construção do câmbio e pedivela é um pouco mais robusta, o que é necessário para encarar terrenos de trail, especialmente as descidas. As mudanças das 12 marchas são feitas com o trocador em perfil de cliques, e o acabamento do grupo é escuro.

Para arrematar, o cassete do SRAM XO1 Eagle AXS também oferece 52 dentes em seu maior cog. Isso faz do grupo SRAM uma das melhores escolhas para trail em subidões.

XO1 EAGLE

Hierarquia SRAM para MTB, Sram XO1 Eagle

Seguindo os mesmos padrões do SRAM XO1 Eagle AXS, mas na versão mecânica. O que é a garantia de uma manutenção mais prática e que pode ser feita em oficinas que os mecânicos não estejam tão acostumados com a eletrônica.

A diferença é que nessa versão, existem muitas ofertas de coroas para o pedivela em fibra de carbono reforçada. Ao todo são 6 opções que começam nos 26 dentes e vão para os 40. Peças que dão conta das subidas e das descidas na modalidadetrail.

GX EAGLE

O GX surgiu pelas mãos da SRAM para ser o grupo intermediário da hierarquia SRAM para MTB. A vantagem dele é que as peças são leves e trazem um custo-benefício mais atrativo em relação a grupos superiores, com as mesmas 12 velocidades.

Essa linha é toda mecânica, em alumínio e traz o cassete de 10-52 dentes, oferecendo uma gama enorme de marchas para quem quer começar a competir.

No mais, o clique único do trocador do câmbio traseiro — tecnologia encontrada nos grupos mais avançados — é presente no GX Eagle.

GX EAGLE AXS

 

Fazendo uso da legítima tecnologia sem fio AXS e a robusta durabilidade do GX, esta versão é o Eagle, apresentado em sua melhor versão.

Porta de entrada para o futuro, ele possui uma faixa expandida de 520%. Oferece personalização incomparável: escolha dos grampos, opção de trocar formas e a capacidade de atribuir diferentes pontos de contato.

NX EAGLE

O SRAM NX Eagle é um grupo de componentes de entrada da hierarquia SRAM para MTB, mas não deixa a desejar em terrenos difíceis. A razão para isso é o design e o funcionamento ágil do trocador e câmbio traseiro.

A principal característica desse grupo de mountain bike da SRAM é que ele vem com a combinação de 11-50 dentes no cassete. O que o torna mais limitado para algumas situações, mas sem perder a eficiência em muitas outras.

O pedivela do conjunto é no sistema DUB, que é bastante atrativo para quem busca uma tecnologia prática e confiável. Além do mais, o modelo traz a opção do trocador Grip Shift, que é de rodar a manopla para fazer as mudanças de marchas.

SX EAGLE

Na hierarquia SRAM de MTB, o SX Eagle foi criado para os ciclistas que só querem 12 velocidades, para aliviar peso da bike e ter um bom treino.

Esse grupo é o de entrada da linha Eagle da SRAM, e conta com as mesmas características dos componentes NX. Porém, com construção mais simples e o peso superior.

12 marchas, peças em alumínio de boa qualidade, construção robusta e a garantia de bons pedais são as marcas dessa linha que equipa muitas bikes de entrada.

Grupos especiais na hierarquia sram para mtb

Conheça abaixo os grupos especiais desenvolvidos pela SRAM e compreenda o motivo que eles são destaques no mercado:

GX DH

 

O grupo GX DH foi concebido para pensar nos ciclistas de gravidade, especificamente para aqueles que curtem se aventurar no Downhill. Possui apenas 7 marchas e o conjunto de grupos consiste em um desviador traseiro, câmbio, corrente e cassete.

X01 DH

 

O grupo X01 DH é um grupo de Downhill de ponta, que é compatível com um sistema de transmissão 1×7 ou 1×10. É destinado para os ciclistas da modalidade, porém com o nível avançado. É preciso ter experiência para aproveitar o que ele oferece: melhor desempenho.

Proporciona mudanças mais rápidas, etapas de engrenagem mais inteligentes e gerenciamento de corrente mais preciso.Não tem do que reclamar, é o topo absoluto. 

EX1

 

Este é um grupo único, pois é desenvolvido com o crescente mercado de e-bike em mente. As bicicletas elétricas sobrecarregam mais os componentes de força por causa da assistência elétrica. Essa é a razão pela qual havia a necessidade no mercado de um conjunto de grupos mais robusto. EX1 possui um cassete de 8 velocidades com um alcance decente para andar de BTT.

Os engenheiros da SRAM resolveram esse problema e lançaram o EX1, com uma ampla gama de cassetes, porém apenas 8 marchas. É possível fazer uso perfeito da potência extra do suporte do motor, ao acelerar, sem ter que mudar muitas engrenagens. 

Equipado com as comprovadas tecnologias de 1 velocidade da SRAM, ele é capaz de trocar de marcha intuitivamente sob carga, sem correr o risco de quedas de corrente ou danos materiais.

Linhas de 10 e 11 velocidades

A SRAM ainda distribui peças de padrões de 10 e 11 velocidades, mas, em menor escala do que as de 12 marchas. Talvez com o tempo, as 12v se tornem a principal aposta da marca e a escolha dos clientes.

No mais, as linhas de 10 e 11 velocidades são todas mecânicas e seguem construções muito parecidas com a linha Eagle. O que faz a qualidade geral de cada peça dos modelos de 10v e 11v serem bastante duráveis.

Veja quais são as linhas de 10 e 11 marchas, na respectiva ordem da hierarquia SRAM de MTB:

  • XX1
  • XO1
  • NX
  • GX
  • SX

Por último, diferente da Shimano, os grupos da SRAM não acompanham freios. O que abre espaço para combinações dessas peças de cada marca, fazendo a segurança e o desempenho no pedal ficarem ainda melhores. Não tenha medo de ousar nas escolhas. Se tiver a oportunidade, procure experimentar previamente o grupo. 

Na hierarquia SRAM para MTB, vale escolher aquele grupo de peças que melhor combine com o seu objetivo de pedal. Tenha em mente quais são os desafios que você deseja enfrentar. Para que o investimento seja bem feito e os seus pedais rendam do jeito que você espera.

Garantia

O processo de garantia da SRAM é válido para o proprietário original. Ela oferece uma garantia de dois anos em materiais e mão de obra em todos os produtos. Ao contrário da sua concorrente mais próxima, a Shimano, ela não lida diretamente com os clientes finais. 

Mesmo em outros países, todo e qualquer problema deve ser tratado diretamente com a loja onde o componente foi comprado. A solução da falha ou defeito, será encaminhada para o revendedor oficial da marca. No caso do Brasil, quem faz o intercâmbio entre a SRAM e os lojistas é a Proparts, uma das maiores empresas de lazer e esportes do Brasil. 

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