Uma frenagem adequada e segura é indispensável para qualquer ciclista – e ainda mais para quem pratica speed, chegando a velocidades altíssimas. Porém, quando o assunto é freios a disco para bicicletas de estrada ainda existe certa polêmica entre os ciclistas.

Muitos veem essa inovação com certa desconfiança e não sabem os benefícios que ela é capaz de trazer, negando-se a aposentar o bom e velho freio de ferradura.

Esse é o seu caso? Siga conosco e entenda melhor sobre os freios a disco para bicicletas de estrada!

freio a disco de bicicleta de estrada

Freios a disco para bicicletas de estrada: o que são e como funcionam?

O freio a disco trabalha com pinças que pressionam os rotores (discos) que ficam fixados ao cubo da roda – e, assim, promovem a frenagem. Os cabos que transmitem a força das manetes podem ser mecânicos (por meio de um cabo) ou hidráulicos (usando óleo).

Assim, esse tipo de freio não envolve o aro durante a frenagem, mas sim discos que ficam acoplados à roda.

Freio a disco x Freio V-Brake x Ferradura

Além do freio a disco, outra possibilidade é o freio V-Brake, o tradicional freio de aro, muito usado nas MTBs. Ele funciona a partir de um princípio de alavanca.

O cabo sai das manetes e ativa lateralmente um mecanismo que puxa de forma simultânea ambos os braços das pastilhas de freio. Assim, ele pressiona o aro e proporciona a frenagem.

Freio Ferradura

O freio ferradura é muito conhecido das bicicletas de estrada. Também chamados de side pull, eles são usados há décadas e ganharam novas tecnologias, permanecendo bastante eficientes.

Esse modelo se assemelha a um U invertido. Em alguns modelos, pode apresentar variações, como um pivô central ao redor das hastes.

A principal vantagem desse freio é a potência de frenagem, que é muito alta, além de ser uma opção mais econômica. Esse sistema utiliza sapatas pressionadas nas laterais dos aros para efetuar a frenagem.

Outro ponto importante é que quanto menor a ferradura, melhor a eficiência da frenagem. A desvantagem desse sistema, contudo, é que em dias de chuva e de lama, a ação da sapata no aro molhado ou sujo perde aderência, comprometendo seu poder de frenagem.

Vantagens do freio a disco

O freio a disco conta com algumas vantagens – por isso tem substituído os modelos V-Brake e Ferradura. Entre elas, podemos citar:

  • os freios não têm contato com o aro, então se o aro amassar ou empenar, o freio não travará a roda e é possível pedalar até o conserto;
  • o freio fica no centro da roda, então ele tem menos contato com água e lama em situações adversas, sendo mais eficiente;
  • o freio não desgasta o aro, aumentando a vida útil;
  • é possível encontrar diferentes tamanhos de discos, possibilitando alterar sua força, modulação (intensidade de frenagem) e peso para se adequar às preferências dos ciclistas e situações.

Porém, é claro, esse sistema também tem alguns pontos desfavoráveis, como o fato de ser mais caro, exigir mais manutenção e cuidado e, em alguns casos, pesar mais que um V-Brake ou um ferradura.

Freio disco hidráulico ou freio a disco mecânico?

No freio a disco mecânico, o sistema de acionamento é feito por meio de um cabo. Quando o ciclista aciona a manete, ele puxa o cabo preso à pinça de freio (caliper). Esse processo empurra o pistão, o qual, por sua vez, empurrará a pastilha de freio contra o disco, que causa o atrito e reduz a velocidade.

Assim, o pistão empurra apenas uma das duas pastilhas e projeta o disco contra a outra. Então, é fundamental que o sistema esteja bem regulado, caso contrário apenas uma pastilha entrará em atrito e a frenagem não terá qualidade.

No sistema hidráulico, o acionamento é feito por meio do óleo. Quando o ciclista aciona a manete, o óleo é empurrado pela mangueira, o que faz com que os pistões empurrem as pastilhas de freio contra o disco.

O sistema conta com 2 pistões que movimentam as pastilhas. Existem modelos com mais pistões, o que oferece um poder de frenagem ainda maior.

Qual a importância dos freios a disco para bicicletas de estrada?

Embora os freios a disco já sejam uma realidade há bastante tempo nas mountain bikes, em bikes de estrada eles ainda são novidade – e têm causado bastante interesse nos ciclistas da modalidade.

A principal vantagem que esse sistema de frenagem traz, sem dúvida, é a segurança, já que os freios a disco (quando são de qualidade e estão bem calibrados), conseguem oferecer uma frenagem mais potente, mesmo em condições adversas, como na presença de chuva ou rodando em um local com um pouco mais de lama.

Porém, é importante destacar que esse freio tem um custo mais elevado e exige mais em termos de manutenção. Então, se você é um ciclista iniciante, talvez valha mais à pena utilizar outros tipos de freio, como o ferradura, que cumprirá suas exigências e necessidades, com um valor mais acessível.

E a aderência do pneu de estrada?

Quando o assunto é freios a disco para bicicletas de estrada, sempre surge aquela polêmica entre os ciclistas que ainda acreditam que os pneus de estrada não têm aderência suficiente para o freio a disco.

Essa é uma afirmação incorreta. Embora os pneus de speed sejam mais finos que o de MTB, quando estão em contato com o asfalto, eles oferecem muito mais aderência que um pneu mais grosso de mountain bike, mesmo com o asfalto molhado.

Para verificar essa afirmação, é muito simples, basta assistir uma corrida de speed e outra de MTB. No speed, você verá os ciclistas fazendo curvas em altas velocidades (às vezes até 80 km/h), com os pneus colados ao chão. Já no MTB, isso não ocorre e, dependendo da curva, o ciclista derrapa mesmo em velocidade baixa.

É justamente por isso que o freio a disco para bicicletas de estrada é tão importante. Já que ele oferece uma precisão muito maior, protegendo o ciclista.

Em média, os freios de aro (como o ferradura e o V-Brake) precisam de 200 libras de pressão por polegada quadrada no aro para travar a roda. O que dá uma margem de trabalho de 0 a 200 libras.

No caso do freio a disco, como o disco é pequeno e fica no centro da roda, a alavanca é muito menor e a pressão necessária para travar a roda é cerca de 1000 libras por polegada quadrada (uma área de trabalho de 0 a 1000 libras – 5 vezes maior que no freio de aro).

Isso significa que você terá uma precisão de frenagem muito maior, controlando o freio antes da roda travar, tornando a frenagem mais eficaz e segura.

Pontos importantes para escolher seus freios a disco para bicicletas de estrada

Já está convencido que os freios a disco para bicicletas de estrada são excelentes investimentos? Separamos algumas dicas importantes para uma escolha adequada:

  • quanto maior for o disco, melhor será a resposta de frenagem, além de reduzir as chances de aquecimento e oferecerem melhor modulação (porém, discos maiores estão mais expostos a obstáculos, são mais pesados e mais difíceis de serem regulados);
  • o tamanho do disco deve ser compatível com o tamanho do quadro da sua bicicleta;
  • ciclistas com mais de 90 kg devem usar discos maiores;
  • no freio a disco com sistema IS, a pinça é parafusada lateralmente e depois é feita a instalação. Em muitos casos, pode ser necessário usar um adaptador de fixação. Os parafusos passam por furos nos suportes do garfo, do quadro ou da suspensão;
  • no sistema Post Mount, a pinça é parafusada de frente em sentido longitudinal da bike, dessa forma as forças de frenagem coincidem com o sentido dos parafusos de fixação, forçando menos o suporte. Porém, as roscas nas quais se fixam os parafusos ficam no quadro, na suspensão ou no garfo;
  • pastilhas sinterizadas têm um componente metálico na composição, que oferece mais durabilidade e resistência. São mais indicadas para tempo úmido, pois no tempo seco podem ser mais abrasivas e oferecem dificuldade de dissipação do calor. Essas pastilhas costumam ser mais barulhentas;
  • pastilhas orgânicas são mais macias e indicadas para tempo seco, embora funcionem bem em tempo chuvoso. A desvantagem é que elas desgastam mais rápido;
  • o fluido DOT tem um ponto de ebulição maior e transmite menos calor. Porém, o DOT é bastante corrosivo e pode estragar até a pintura da bike. Ele também absorve mais água e necessita de trocas mais constantes;
  • o óleo mineral sofre mais variações de temperatura, dilatando mais que o DOT, porém não é tóxico, nem corrosivo e não absorve água.

Além de todos esses pontos, confira se o seu quadro comporta um freio a disco, bem como as rodas, que precisam ter cubos com uma interface estriada de seis parafusos ou Centerlock para conectar o rotor.

Pronto, agora você já sabe tudo o que precisa sobre freios a disco para bicicletas de estrada! E, depois de equipar a sua bike de speed, que tal protegê-la contra qualquer imprevisto? Conheça o seguro Bike Registrada e mantenha sua magrela sempre protegida!

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