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Conheça a história do ciclista profissional Alberto Contador

Poucos ciclistas se destacam entre os maiores, e menos ainda se tornam lendas do esporte. Alberto Contador é um ex-ciclista profissional que faz parte dessa honrada minoria. Faz parte de um seleto grupo de 7 ciclistas que venceram as 3 grandes voltas, o Giro d’Itália, Tour de France e Vuelta a España. Nasceu em 06 de dezembro de 1982, em Madrid na Espanha, mas foi criado em Pinto, ao sul da capital. Ficou conhecido como “El Pistolero” e comemorava suas vitórias simulando um tiro de pistola com as mãos.

Sua carreira profissional começou em 2003 e sua aposentadoria ocorreu em 2017. Ao longo de sua carreira colecionou vitórias por grandes equipes e algumas polêmicas. Mesmo com um currículo invejável de vitórias, o espanhol enfrentou suspensões por doping. Ainda nestas punições, ele perdeu dois títulos de grandes voltas por conta do uso de substâncias proibidas no esporte.

Apesar destas manchas no currículo, voltou correr e seguiu com sua vitoriosa carreira até sua última Vuelta a España em 2017. Foi sua última competição oficial, que contou com uma vitória na etapa finalizada no temido Angliru. Se destacou principalmente por ser um grande escalador de estrada e excelente em contrarrelógios. Com essas características, Alberto Contador era sempre considerado favorito em qualquer evento disputado.

Alberto Contador
Foto: Reprodução Pinterest

Depois de sua aposentadoria, passou a comentar eventos de ciclismo para a rede de televisão Eurosport. Ele também faz postagens constantes em redes sociais falando de bicicletas e equipamentos e mostrando seus treinos. Além disso, relembra momentos vencedores de sua carreira com vídeos de quando competia. Mesmo com a mancha do doping, Alberto Contador é considerado um dos melhores ciclistas da história recente do ciclismo.

 

O começo de Alberto Contador

Alberto Contador é o terceiro de quatro filhos de seus pais, Francisco e Francisca. Foi criado ao sul da capital espanhola, na cidade de Pinto, onde chegou a praticar futebol e atletismo na modalidade cross. Aos 12 anos apaixonou-se pelo ciclismo, ao pegar a mountain bike de um de seus irmãos mais velhos. Foi com este mesmo irmão, Francisco, mesmo nome de seu pai, que saia para pedalar com 14 anos. Ganhou sua primeira bicicleta, uma Orbea antiga, depois de seu irmão ganhar outra.

Com 15 anos passou a competir por uma equipe da cidade de Pinto, e com 17 acabou mudando de equipe. Assim, deixou de lado sua vontade de se tornar veterinário e se dedicou ao ciclismo. Neste período recebeu o apelido de “Pantani” em referência ao ciclista italiano Marco Pantani, um especialista em subidas.

Foi justamente por esta habilidade e forma de pedalar essa referência, e ao aprimorar suas descidas conseguiu as primeiras vitórias. Com 19 anos, mudou-se para o País Basco, onde fez parte de uma filial da antiga equipe Once. Ao lado de outras jovens promessas do ciclismo espanhol, Contador se destacou ao vencer algumas competições. Sua principal vitória no período, além de algumas etapas de voltas, foi no Campeonato Espanhol sub-23 de Contrarrelógio em 2002.

A consolidação do Pistolero

Os bons resultados de sua fase amadora o levaram ao plantel principal da Once. Em sua primeira temporada como profissional, aos 20 anos conseguiu sua primeira vitória, no contrarrelógio do Tour da Polônia.

Mas, no ano seguinte passou por um grande susto ao sofrer uma queda grave no Tour das Astúrias. Ao cair sofreu um traumatismo craniano e uma fratura no osso molar. Ainda em consequência do susto, Alberto Contador teve um coágulo na cabeça, e precisou passar por cirurgia.

Só voltou a competir em 2005 onde passou a figurar entre os principais competidores. Ficou em terceiro na Volta do País Basco e em quarto do Tour da Romandia, vencendo etapas em ambas. No mesmo ano, disputou seu primeiro Tour de France, ficando em 31º lugar na classificação geral e em 3º na categoria até 23 anos.

Com os bons resultados começou a fazer parte dos principais competidores, mesmo ainda que visto como uma promessa. Mas, no Tour de France de 2006 foi impedido de participar um dia antes da largada. Junto com outros ciclistas, foi considerado suspeito de doping pela “Operación Puerto” da Guarda Civil Espanhola, sendo excluído do Tour.

Esta foi a primeira polêmica envolvendo doping que Contador passou na carreira. Mas, nos anos seguintes, o Pistolero começou a colecionar os títulos que lhe trouxeram a grandeza no esporte.

Principais títulos

Em 2007, ao mudar de equipe e ingressar na Discovery Channel conquistou seu primeiro Tour de France. Ao ver seu adversário Michael Rasmussen ser excluído da volta, assumiu a prestigiada camisa amarela de líder, e terminou a competição com ela em Paris. Mesmo com a acusação de doping feita pelo Le Monde, a organização confirmou sua vitória.

Alberto Contador
Foto: Reprodução Pinterest

Com o título mais importante do ciclismo de estrada em mãos, em 2008, ingressou na equipe cazaque Astana. Foi impedido de defender seu título na França por conta de a equipe ser vetada para o Tour em 2008. Mas, no começo de junho foi proclamado campeão do Giro d’Italia, ao fazer um contrarrelógio impecável na última etapa.

Nos Jogos Olímpicos de Pequim bateu na trave no contrarrelógio, ao ficar me quarto e quase conseguir o bronze. Em setembro veio sua primeira conquista da Vuelta a España, vencendo uma etapa no alto do Angliru. Por conta de bonificações de tempo, ficou a frente de seu companheiro de Astana e segundo colocado, Levi Leipheimer. Assim, com 25 anos o espanhol já havia conquistado as três principais voltas.

Depois disso, Alberto Contador seguiu no topo e disputando os principais títulos. Em 2009 venceu novamente o Tour de France e conquistou o Contrarrelógio da Espanha. Em 2012, voltou a vencer uma grande volta, a Vuelta a España e venceu a clássica Milan-Torino. Em 2014 conquistou novamente a Vuelta e em 2015 venceu o Giro novamente.

Se aposentou após a Vuelta a España de 2017, mas não sem antes dar um show de combatividade em etapas. Venceu novamente no alto do Angliru e mostrou muita agressividade atacando nas montanhas, sua marca registrada.

Uso de Doping

A carreira de Alberto Contador só não foi mais brilhante por conta de uma mancha em consequência de doping. Em 2010 encaminhou seu terceiro título do Tour de France, mas em sua urina encontraram a substância proibida clembuterol. A substância broncodilatadora foi acusada no segundo dia de descanso do torneio, e em novembro foi suspenso preventivamente. O ciclista se defendeu alegando uma intoxicação alimentar, não sendo acatada por tribunais.

Porém, o caso se estendeu até setembro de 2012, quando finalmente foi condenado a dois anos de suspensão. Mas, em 2011 quando voltou a competir, venceu o Giro d’Itália com sua nova equipe, a Saxo Bank. Porém com a condenação no TAS (Tribunal Arbitral do Esporte), seus títulos desde 2010 foram retirados, inclusive Tour e Giro.

Portanto, o uso de uma substância proibida deixou essa marca negativa na carreira de Contador. Mas, isso não o diminui como atleta, e seus resultados e agressividade ao pedalar sempre serão lembrados.

Conte-nos o que achou da carreira desta lenda em nossos comentários.

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