A suspensão da bike é essencial para passar por terrenos muito acidentados, com ótima performance, e ainda dar um alívio para os braços. Por isso é importante ter esse item em dia. Mas, você conhece sobre essa parte importante da bicicleta? 

Conheça agora tudo sobre as suspensões de bike!

O que é a suspensão da bike?

A suspensão é a peça que vai oferecer vantagens em transpor terrenos acidentados, e também dar mais conforto ao pedal.

Lembrando que a suspensão é peça que fica na roda dianteira da bicicleta. As de uso na parte traseira são os amortecedores, ou apenas shocks. E o funcionamento da suspensão é diferente de um amortecedor.

As partes da suspensão da bike e seus materiais

Antes de mais nada, é preciso conhecer bem cada parte da suspensão da bike. E ela é composta basicamente de quatro partes: espiga, coroa, bengalas ou canelas, e o monobloco. Conheça agora cada uma dessas partes.

Espiga

A espiga é a parte que integra a suspensão da bike ao quadro. É aquela barra cilíndrica que passa por dentro da caixa de direção e é instalada junto à mesa ou avanço. Hoje em dia a maioria das bikes usa o padrão oversize aheadset de espiga, ou seja, é um sistema sem rosca num diâmetro largo.

A maior parte das suspensões, desde as simples até algumas mais avançadas, usa a medida de 1 – 1/8” (uma polegada e um oitavo). Na prática você vê que essa espiga é praticamente nivelada, sem alguma das pontas mais larga do que a outra.

Há também as espigas do tipo cônica, ou no inglês tapered. Elas têm a medida de 1.5” (uma polegada e meia) na parte inferior, e são feitas para quadros com tubo e caixa de direção cônicos.

Esse padrão dá muito mais rigidez ao conjunto dianteiro da bicicleta e é voltado para as bikes de alta performance, mas já existem modelos simples que usam o sistema. Suspensões simples usam espigas de aço, já as mais avançadas, costumam usar alumínio ou fibra de carbono.

Coroa

Essa é a base onde a espiga está apoiada responsável por conectá-la ao restante da suspensão da bike.  Ela não tem muitos detalhes, mas em modelos avançados, a tecnologia que é aplicada faz com que a rigidez da suspensão fique maior.

A maior parte das coroas das suspensões é feita de aço, mas há modelos avançados que usam a peça feita de alumínio ou de fibra de carbono.

Bengalas ou canelas

São as hastes cilíndricas posicionadas em cada lado da coroa, onde estão os sistemas de amortecimento da suspensão. Seja de elastômero, mola, ou ar e óleo.

Na maioria das suspensões elas vêm com a cor de alumínio polido, mas mesmo com esse tom, podem ser de aço. Há modelos feitos de alumínio, ou ainda com magnésio, outro metal leve e que dá bons ganhos de rigidez no conjunto.

Monobloco

É a parte inferior da suspensão da bike, onde as canelas são encaixadas, e também é a ligação da suspensão com o eixo e roda dianteiros.  

O monobloco, como o nome diz, é uma peça única ligada por um arco, que dá a rigidez à estrutura e evita que a suspensão torça a ponto de romper.  A maior parte dos modelos para uso simples e amador tem o arco na frente, mas há suspensões com arco traseiro e até ambos.

O monobloco também pode ter o encaixe para o eixo com diâmetro de 9 mm; ou eixos de 15mm, 20 mm e os boost, mais largos para ganhar rigidez. Cabe aqui ter o cubo dianteiro certo para cada eixo.

Sistemas de suspensão

Elastômero

É o sistema mais comum, que consiste numa mola com um elastômero — espécie de ‘rolha’ de borracha — embaixo.

A única regulagem desse tipo é a de compressão da mola, que a deixa mais dura ou mole, dependendo do tipo de pedal que você vai fazer. Apresenta muitas desvantagens por ter apenas esse recurso, mas é o de manutenção mais simples.

Mola

É uma versão duplicada da opção com elastômero, mas sem as ‘rolhas’. Trabalha com uma mola longa em cada bengala, e podem ser comprimidas também.

Seu sistema é mole diante de terrenos acidentados, o que faz com que a bicicleta ‘pule’ muito. As molas ainda são lubrificadas com graxa específica para facilitar o funcionamento da suspensão.

Ar e óleo

Esse sistema tem muitos ajustes e é o de melhor funcionamento. Na bengala esquerda fica a câmara de ar, que pode ser calibrada de acordo com o peso do ciclista. Do lado direito fica o sistema hidráulico, com ajustes de compressão e trava.

A trava é ótima para realizar subidas e sprints, por deixar a suspensão rígida e aumentar o aproveitamento da energia das pedaladas. Há um terceiro ajuste também nesse sistema, que é o controle de retorno. Esse mecanismo fica do lado direito, embaixo do monobloco.

É um ajuste que faz com que a suspensão da bike volte ao seu curso total (bengalas sem compressão), em maior ou menor velocidade.

Dicas sobre as suspensões de bike

A maior parte das suspensões para mountain bike cross country têm entre 80 mm e 120 mm de curso, no máximo. Bikes de enduro, all mountain e downhill terão cursos acima de 120 mm, para aguentar grandes saltos e impactos.

O ajuste da suspensão da bike deve ser sempre progressivo, ou seja, uma mudança feita de cada vez.  Assim você vai perceber melhor como a peça se comporta em diferentes configurações!

Leve sempre a sua suspensão em uma oficina com manutenção especializada, para que os reparos e limpeza sejam feitos. Cada suspensão tem um tempo de manutenção, que está em seu manual.

Do modelo simples ao mais avançado, o importante é sempre cuidar dessa peça, para que você tenha muita segurança nos pedais.

E além da suspensão da bike segura, para ter mais segurança no pedal, é muito importante contar com um serviço confiável para deixar ela registrada. Você já conhece o nosso sistema de registro de bikes, contra roubos e furtos? Então conheça agora e registre a sua!