É grande a disputa entre as fabricantes de componentes para bikes em lançar cada vez mais novidades. Cada uma põe à prova — na terra e no asfalto — sua tecnologia para bicicletas. Em meio à tantos avanços, saber o que cada marca oferece antes de fazer a escolha para o próximo upgrade pode definir a performance dos pedais.

Como você já deve saber, as duas maiores empresas que desenvolvem peças para bicicletas são a japonesa Shimano, e a norte-americana SRAM. Por isso trouxemos neste artigo, tecnologias inovadoras explicadas das duas gigantes que dominam as trilhas e as estradas.

Do lado oriental, a tradição é lema, e do lado ocidental, a ousadia é busca constante. Conheça as principais tecnologias de cada marca, tanto para as mountain bikes quanto para as road bikes!

Tecnologia para bicicletas: Shimano e SRAM

Shimano

Rapid fire

Os rapid fires talvez sejam os trocadores mais populares no mundo da bike. Isso porque sua simplicidade de uso e qualidade deram autoridade a eles.

Com funcionamento junto com correntes indexadas, as marchas são trocadas em cliques, feitos pelos dedos polegar e indicador.

Shadow

O sistema Shadow, patente da Shimano, foi criado pensando nos terrenos mais casca grossa.

A tecnologia para câmbio traseiro de mountain bikes, que hoje é também aplicada nas bikes de estrada, funciona para dar mais velocidade de troca e estabilidade à corrente. Com um braço mais longo e construção reforçada, a mudança de marchas é rápida e a corrente fica bastante tensionada.

Shadow RD Plus

Com o sucesso da versão Shadow, mais as necessidades que o bom e velho mountain bike pedem, o sistema foi além.

Nessa versão turbinada da tecnologia para câmbios traseiros da Shimano, o componente conta com uma trava que o deixa mais tensionado. Isso faz com que as batidas típicas que a corrente dá no quadro, parem, além de mantê-la estável pelas descidas mais insanas que uma ciclista de downhill pode fazer.

Hollowtech II

Como parte essencial das peças que fazem a bike literalmente girar, o pedivela traz o sistema Hollowtech II, uma versão melhorada de seu antecessor.

O sistema usa o braço direito — lado das coroas —, com um eixo passante que se encaixa com a outra parte da peça do lado esquerdo.

Além da redução considerável de peso, por usar um eixo oco, a peça tem a garantia de ser travada por dois parafusos em cada braço do componente.

STI

Feito para as clássicas e elegantes bicicletas de estrada, os trocadores com sistema STI (Shimano Total Integration) funcionam de forma simples e segura.

No manete de freio, fica acoplado também o trocador das marchas, que com um movimento suave para dentro, sobem a marcha. Para descer uma velocidade, basta dar um leve toque com o dedo indicador, no trocador que fica embaixo do manete.

Di2

Uma das últimas novidades em tecnologia para bicicletas são os sistemas eletrônicos para trocas de marchas.

Funcionando com uma bateria recarregável e sensores, as trocas são feitas eletronicamente. A redução de peso e uma mudança mais precisa são dois pontos altos do Di2.

Vale lembrar que essa tecnologia para biciletas existe para MTB e speed, e possui versões wireless (sem fio nenhum!).

SRAM

Trigger Shifters

Os trocadores discretos e funcionais da SRAM são “pau para toda trilha”. Com acionamento feito só pelo dedo polegar, as trocas são otimizadas e eficientes.

Grip Shift

A versão dos anos 1980 da marca dos Estados Unidos não só mantém o produto até hoje, como criou melhorias ao item. Os trocadores para MTB ao estilo “mudança de marcha de moto” funcionam por giro.

Versões em grupos como o XX e XX1 possuem rolamentos para suavizar a troca, e dar mais rapidez ao sistema.

DUB

O sistema DUB foi criado para resolver a confusão de instalar um movimento central e pedivela da marca, em quadros com padrão de caixa BB30, Press Fit, entre outras.

Com essa inovação o sistema DUB é versátil e traz menos “dor de cabeça” quando se quer trocar de quadro ou de bike, e manter o pedivela e caixa central, ou vice-versa.

DoubleTap

A troca feita usando menos tempo e esforço é uma premissa de uma tecnologia para biciletas, da SRAM.

Os mudadores DoubleTap para a road bikes têm apenas uma alavanca de acionamento, abaixo do manete de freio. Para subir as marchas, basta dar uma carga mais forte à alavanca, e para descer, cliques curtos. Simples, não?

eTap

A revolução digital dominou de vez o planeta, e a tecnologia para bicicletas acompanha esse movimento mundial.

O eTap é o sistema de trocadores eletrônicos sem fio da SRAM, com o mesmo tipo de acionamento da versão mecânica da marca. Com a retirada de cabos e a chegada de baterias, o sistema é mais leve, além de contar com auto ajuste para acertar a posição dos câmbios durante o pedal.

Sempre que possível, antes de usar uma nova tecnologia para bicicletas, teste o produto para ver se ele se encaixa bem para seu uso. Cada marca traz em seus produtos, vantagens e também desvantagens, e usá-los num pedal — nem que seja na porta da loja — é o melhor jeito de testá-los.

Sabia que a tecnologia também é sua aliada na segurança para pedalar? Leia nosso post Registro de bicicletas: tire todas as suas dúvidas sobre o serviço, e conheça o sistema da Bike Registrada!